Mystical Tales Shard

Os Orcs viviam separados em tribos, que tentavam crescimento independente, mas nunca conseguiam ir muito longe, pois ao primeiro sinal de progresso, eram massacrados por um grande inimigo. De alguma forma, esse grande inimigo desapareceu ou foi derrotado. Cada tribo associava a vitória a alguma coisa: divindades, espíritos, exército de orcs, tribos unidas… o que aconteceu de fato é um mistério.

Após a derrota súbita do inimigo, uma grande conclave foi realizada. Um líder de cada tribo compareceu e um acordo foi selado: se o inimigo voltasse a dar sinal de vida, todas as tribos se juntariam em um gigantesco exército e partiriam em um ataque único e fulminante.

Cada tribo seguiu sua vida, e as guerras entre elas perduraram por eras. Até que a tribo órcquica Maahbrug apresentou razoável avanço nas disputas por território. As outras souberam que ela havia conseguido ajuda com um povo que vivia no subsolo. Os drow haviam chegado, trazendo pequenos artefatos de guerra que ajudariam nas disputas. As outras tribos pressionaram o líder da Maahbrug sugerindo que eles estavam de complô com o Grande Inimigo. Isso causou um distanciamento dos drow, que perderam um potencial posto comercial e de expansão. Anos se passaram até que os Drow voltaram a entrar em contato alertando que o verdadeiro inimigo estava voltando e que chegariam pelas águas. Os orcs não deram importância, mas os sonhos dos xamãs de todas as tribos foram iguais: o céu enegrecido, chovendo pedras de fogo, e um estandarte pairando sobre suas tribos.

Quando uma tribo que vivia em uma ilha a leste alertou sobre um navio que haviam visto e descreveram o estandarte nas velas, foi a comprovação que faltava: o Grande Inimigo voltaria conforme os drow tentaram avisar. Cada tribo mandou seus melhores homens, e aqueles que não fossem, deveriam ir para Maahbrug aguardar junto com os drow. Todo o exército se posicionou na costa, aguardando a chegada do Inimigo.

Após um ano e meio de espera, quando já se discutia se não era um truque dos Maahbrug, despontou no horizonte a esquadra da Armada de Volund. Urros de satisfação ecoaram, os líderes escarnavam uns aos outros dizendo que sua tropa levaria mais cabeças para casa.

A Luta iniciou com pedras flamejante caindo dos céus, como nos sonhos que os xamãs contaram. Houveram baixas, mas ninguém ousou arredar o pé do campo de batalha – se houve algum, foi decapitado pelos próprios irmãos antes do segundo passo. Permaneceram esperando, impávidos, inquietos, ansiosos.

Então o Inimigo finalmente ancorou e iniciou o combate. Seus dardos eram insignificantes nas peles dos orcs em fúria. Parecia que cem cabeças daqueles serezinhos rodopiavam antes de um único orc soltar um guincho de dor.

Mas eles não paravam de chegar.

A luta seguiu por muitas luas e por algumas estações. Pouquíssimos orcs acabaram se desesperando e voltando para Maahbrug, desertando em segredo. A maioria, mesmo rodeada de aliados mortos, não deixava-se abater e prosseguia lutando com o máximo de sua força.

O Grande Inimigo realmente fizera juz às lendas contadas pelos Xamãs. Todos os líderes orcs morreram, os guerreiros mais treinados caíram, os machados mais afiados perderam o fio antes da luta terminar. O Grande inimigo voltara.

Os drow receberam os pouquíssimos sobreviventes, alguns mutilados, outros surtados e, poucos, guardando um sentimento de vergonha ou humilhação dentro de si.

O xamã de Maahbrug falou que a derrota não seria definitiva, que haveria um revide, que os orcs ficariam mais fortes com os drow ao seu lado. Os Orcs agora eram uma tribo só, todos, de agora em diante, seriam Maahbrug.

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