Mystical Tales Shard

Em retalhos resgatados de diversas fontes, pode-se ler:

Convivencia com Humanos

Os dez anos de convivência com os humanos de Belsand, massacraram a cultura élfica. Por mais que esse período seja mínimo em toda a sua existência, ele foi apenas o golpe final de uma sequência que os Elfos de Volund vinham sofrendo havia tempos.Nos séculos que se seguiram, agora apatriados, os Elfos pareceram perder o glamour e orgulho que existiam em sua natureza. Algo grande aconteceu, algo morreu, em sua essência.

Relato do decano da biblioteca de Belsand, Arnold Bauran.

Elfos em Volund

A terra de Volund nunca mais será a mesma, as ruas de Belsand estão infestadas de bêbados e arruaceiros, de homens cheirando a rum.
Muitos elfos vivem nos bosques de Belsand, onde a comida ainda é farta e a natureza permite a vida. Pequenas choupanas, casebres abarrotados de crianças, criaturas de feições enrijecidas e pouco simpáticas.Nos fervilhantes mercados de Belsand os elfos vendem o peixe e os grãos cultivados em toda Volund.
Muitos deles ali se aglomeram, em meio a mercadorias, a ratos, cães, e homens, indo e vindo. Outros carregam sacolas, cuidam de crianças humanas ou mesmo acompanham seus mestres.

Extraído de “A vida em Belsand”, Timor S´Veque.

Capítulo  1 – A migração.

“Porões abarrotados deles, muitos eram transportados, pouca comida e água e um fundo de esperança pairava no ar. Deixamos uma trilha de corpos pelo caminho até aqui, que Lyria tenha piedade.”

Excerto de “História da Terra Nova”, Grimor Ruffin Mirveque
A Nova Terra

A princípio éramos 30, trabalhando para Raskral Al’Kanadry, logo chegamos a 50 e então muitos outros vieram. Jovens, muitas vezes com crianças, desnutridos e sem expressão, sem o brilho da vida como era intrínseco a nós, Elfos.

Há campos por se arar, poços a se cavar, não há nada aqui. O povo depende dos suprimentos de Volund e isso não pode continuar. Aqui há tanto há e ao mesmo tempo muito pouco. Nossas famílias tem fome e a natureza parece se esquecer da origem de nosso sangue.

Nossos jovens caçadores voltam a cada dia com mais presas    em seus balaios, certamente essas terra tem muito a que oferecer. Mas parece que somente eles tem vez com esta terra.

Ainda somos nômades buscando um lugar liderados por Raskral Al’kanadry, um humano descendente de família nobre e desbravador. Sinto que meu tempo passou e que essa terra tem olhos somente para as novas gerações e seus novos modos de pensar e viver.

Os humanos muito têm a nos oferecer, sua bondade e generosidade têm permitido que nossos filhos cresçam.   É verdade, eles não são como nós mas são sim irmãos valorosos, sua ajuda por muitos séculos evitou nossa extinção e seu modo de vida particular em muito colabora para o nosso povo.

Extraído do diário pessoal de Olafir Nöre, recém falecido ao cair de uma montanha.

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