Mystical Tales Shard

O impacto do tempo:

Dentro dos muros de Belsand os irmãos que quisessem ali viver deveriam assimilar os modos LaVeque e deixar de lado a tradição que nos acompanhava. Deveríamos aceitar um senhor atan que nos desse acolhida. Para eles não haveria de ser difícil, a beleza e a natureza exótica dos eldar chamavam a atenção e causava curiosidade, ter tal criatura como servo seria um sinal de status e poder dentro no reino. Nem todos atani tinham dinheiro para tal, abrigar um elda demandava pagar aos reis atani tributos por acreditar que tal acolhida produziria algum tipo de problema a cidade.

Usaram dos espólios do trabalho eldar para também educar nossos filhos, ensina-los o convívio atani e acultura-los segundo aquele novo tempo.

De eldar do passado pouco restara. Os atani levaram nossos nomes soprados junto ao vento perderam-se como seu assovio sereno e passageiro. Poucos ainda mantêm a língua falada, ela se misturara aos dizeres atani e tornara-se parte do novo tempo. O culto a Aranrosse persiste, assim como Lyria, mas ainda que sincrético com todos os outros deuses de Volund. Eldar aprenderá sobre o panteão de outra forma, e isto é senão uma mudança importante em nosso povo.

Com a queima de pergaminhos e livros com relatos eldar, toda uma cultura, nossa sociedade, deu o último passo rumo a decadência.

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Entrada para os elfos da Cidade

- Iigneel ajuste as velas!
- Iigneel esfregue isto direito!
- Iigneel leve isto ao capitão, seja rápido!

Mais um longo dia de trabalho árduo. Mas agora posso tirar um pequeno tempo de descanso.
*o elda levanta a cabeça aos céus bebendo a água de seu cantil em grandes goles, deixa cair um pouco em sua cabeça refrescando-se*.

Iigneel vinha de uma família muito antiga. Seus ancestrais conheceram os poderes dos deuses, enfrentaram demônios, lutaram em guerras e assim deixaram neste mundo suas marcas, todavia fora há muito tempo atrás.

São vestígios de um passado que de alguma forma mora na alma do jovem Iigneel, porém isso pouco importa. É algo que a muito fora esquecido, virará fabulas.

Os olhos de Iigneel, aos seus 80 e poucos anos, estão focados no horizonte, nas promessas de riquezas e de uma chance de estabelecer seu nome ao lado de seu senhor. Sim, pois para um elda da cidade a vida não era assim tão fácil. Tinham sim proteção, uma morada e de que comer mas deviam seu trabalho ao senhor. Muitos atani eram donos de campos nos quais eldar trabalhavam, outros faziam parte de um grupo menor de milicianos que controlavam e combatiam as pragas que viviam encontrando formas de chegar à cidade (homens ratos, lagartos e outros). “Irão simplesmente desaparecer de tão magros que são, não adquirirem músculos”, como alguns senhores diziam.

Alguns eldar serviam a senhores ricos pois, como eram poucos os torni que habitavam a cidade, eram vistos como um tipo de criatura exótica. Alguns senhores tinham mais de cinco eldar, em sinal de status.

O novo continente é a chance de mudar de vida, de participar da criação de um lugar que não persiga Eldalië!
Sobre o céu azulado do novo mundo uns constroem sua vida como fazem uma casa, sólida e com fundações resistentes. Buscam no trabalho, ao lado de atani, uma morada, fuga do relento lúgubre de Volund. Sonham postar-se ao lado de atani como membros plenos. Para outros, com singeleza e simplicidade adquiridas com o passar dos difíceis séculos volundianos, bastam somente o trabalho e um atan a quem servir e que a eles, eldar, hão de provir.

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