Mystical Tales Shard

A Morte de Eldanore – Texto de 400 Anos

Mesmo a cidade parecendo estranha… todo o povo eldar parecia ter visto a sua cidade, muitos dos jovens correram em direção a Ilha de Eldanore, mas ninguém percebeu quando eles pararam perplexos próximos a entrada da ponte, o grito daqueles jovens elfos despertaria o espírito das arvores da Sagrada Eldanore, despertaria se ali eles ainda estivessem, nunca imaginei como seria ver uma ilha afundada, por quase toda a extensão de Eldanore sobrara apenas pequenos pedaços de terra e muitas prisões onde prisioneiros elfos foram acorrentados e chacinados pelos Moravianos na guerra.

Porém a morte de nosso povo não era o único problema, no que seria o centro de Eldanore havia uma cratera, um buraco, uma escavação gigantesca com estruturas de madeira segurando as paredes, um enorme lance de escadas desciam ao redor de uma profunda cratera, a cidade não só havia sido destruída como também removida totalmente do mapa, não se via nenhum vestígio do que antes fora a bela cidade de eldanore cheia de vida… Agora só havia sangue por todo o local, arvores caídas e cinzentas, a terra estava totalmente morta e todo o local dentro das muralhas havia sido substituído por um enorme buraco do qual não se podia ver o fim.

O lance de escadas descia em espiral e parecia levar a vários tuneis que seriam salas e corredores improvisados… Alguns eldas foram corajosos o suficiente para explorar um pouco, mas toda a vida ali estava morta. Havia inúmeros corpos e o cheiro de podridão podia ser sentido na superfície, nas poucas salas que entraram, haviam órgãos e partes de corpos espalhados pelo chão, parecia algum tipo de laboratório e experimentos haviam sido feitos por ali, haviam celas onde devem ter sido torturados inúmeros prisioneiros… além daqueles chacinados na superfice.

Apenas sentamos ali… e ficamos… por horas…após mais de 38 horas, a atenção de todos foi tomada por um velho Elda que se levantara e juntara novamente suas coisas. Ele nos olhou nos olhos, abaixou a cabeça para suas coisas e encarou o caminho por onde viemos com uma chama se reacendendo em seu olhar.

Foi então… que descobrimos… Não temos ninguém a culpar a não ser nós mesmos, nosso orgulho nos trouxe a isso… Se fossemos mais fortes, se seguíssemos o que nossos ancestrais sempre buscaram… Mas agora é tarde, não há um lar somente nosso para retornar… Mas pelo menos temos um local que ainda nos aceita e não irá nos expulsar… E ainda temos uma motivação para continuar vivendo, pois o declínio de nossa raça começou após o nascimento de uma criatura e somente desta. Os Drows.

Incrédulos com o ocorrido em nossa terra natal, engolimos nosso orgulho e vagávamos de volta para Belsand, uma viagem que devia ter sido mais fácil do que a ida, para nós era como caminhar á própria sepultura, depois de tudo que fizemos para chegar aqui, abandonarmos o pouco que havíamos reconquistado na esperança de reencontrar nossa terra, tudo desapareceu em segundos, o que antes era uma cidade agora era um enorme buraco em nossas almas

Portando, pé, ante-pé, caminhamos exaustos, desanimados, no frio e na chuva, lutávamos contra o tempo, até que finalmente tivemos o vislumbre do que seria o nosso novo lar… Ou somente o lar de alguns como em breve iriamos descobrir…

Paramos para acampar próximo da cidade e mandamos dois de nossos irmãos verificarem a situação da cidade para saber o motivo dos portões estarem fechados… seria uma invasão dos moravianos? Não já estavam todos mortos?

Algumas horas mais tarde, ambos retornam.

-TORON! TORON!
-Acalmem-se eldas… digam, o que ocorre na cidade?
-Fecharam os portões para nós senhor!
-Como fecharam! -Exclamou o ancião
-Dizem que as regras mudaram e temos que aderir as novas leis deles senhor… E que não terão espaço para todos…

Os elfos se entre-olharam e não foram todos os que se apresentaram na cidade…

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