Mystical Tales Shard

Mais uma noite na chuva…
Tentamos erguer um abrigo mas fora abaixo.  Tentamos ocupar uma caverna mas o dono original não pareceu gostar da ideia. O urso feriu três toroni, um deles quase morreu, fora salvo por um toron guiado pelos ensinamentos de Lyria.

“Sem armas e suprimentos, os estoques de comida chegavam ao fim. Todos estavam cansados da viagem e desiludidos, sem saber o que fazer. Aos olhos atani não passaríamos de bandoleiros em busca de moedas. O semblante geral era terrível.

“Mas ainda há uma chama. Todos seguem o toron que se apresenta como “Galador”, ele é nossa última  esperança.

“Galador falara sobre muitas coisas das quais raramente ouvíamos. Falava sobre como todas as raças surgiram, da origem comum dos povos. Era sóbrio quanto ao passado, quanto aos erros que nos trouxeram até aqui e como o orgulho fora a ruína dos toroni.

“Falara da harmonia entre as criaturas, histórias sobre os como entender os ensinamentos dos deuses e como tornar-se um com a terra que habitávamos pois havíamos nos acostumado demais a viver em cidades fechadas e em meio à proteção humana. Isso não era bom, fizera dos torni mais fracos.

“Outrora aprendemos a nos mover pelas florestas, aprendemos a nos comunicar com os seres que nelas habitavam, não pelas palavras, mas sim entendendo seus gestos, sua existência. Aprendemos a nos defender e esgueirar pelas matas, escondendo-nos de criaturas indesejáveis.

“Galador nos contara sobre Lyria e Aranrosse, ele evitava falar de nossos ancestrais e com o tempo nós paramos de tocar no assunto também.

“Decidimos que reescreveríamos nossa história. Um recomeço, superando o passado. Esperávamos que nossos filhos não cometessem os erros de nossos ancestrais, que não sonhassem alto demais.

“Galador ficara quieto a certa altura da noite, parecia incomodado, pôs-se a falar uma vez mais e de fato algo que não era dito com frequência. Tratara agora daqueles da escuridão, os drow.

“A aparição de tal aberração sobre a terra chamara a atenção de toroni, nosso reencontro parecia traçado nas estrelas e, para que não nos perdêssemos cegos pela vontade de vingança, seguíamos alguns ensinamentos de Kaylin. Pedíamos a ela a firmeza e compromisso, que a vingança não envenenasse nossas existências e que nossa busca para vingar nossos ancestrais não nos enlouquecesse.

“Galador morreu. Nossa chama se apagou, mas notamos que ela estava nos ofuscando. Vemos agora que Galador era um toron amargurado. Aprendemos com ele e o que resta agora é o ódio pelos banidos por aranrosse.”

Uma Convocação de todos os toroni foi anunciada. Mais uma vez vimos que Galador estava enganado sobre os atani: eles descobriram uma nova terra e mais uma vez nos estenderam as mãos. Poderemos ir para lá de graça, trabalhar na fundação de sua nova casa. Poderemos ajudar a construir uma nova morada e impedir que os drow alcancem aquele lugar com seus tentáculos negros. Dessa vez, juntos com os atani, não falharemos.
Que Aranrosse nos ilumine e Kaylin nos oriente.
Autor desconhecido.

Sponsors