Mystical Tales Shard

Nomades


Com o passar dos anos, o grupo que fugiu foi se dispersando pelos tuneis e as Casas foram desaparecendo pouco a pouco. Algumas vezes grupos se encontravam pelas bifurcações dos túneis, em alguns casos novas disputas aconteciam, em outros casos uma espécie de comércio. Essa situação durou cerca de 100 anos até que boa parte dos drow já haviam se acostumado a conviver como nômades.

Muitas vezes grupos eram atacados por driders e acabavam se separando ainda mais em busca de proteção. Na maioria dos casos o grupo inteiro era morto pela falta de união. Revoltados, os mais fortes começaram a montar pequenos grupos de caçadores que partiam pelas grandes galerias, onde as driders se abrigavam, e incendiavam seus ninhos.

Caçadores

Grupo de drow caçando driders em um ninho

Os refugiados dos tuneis viveram desta maneira e pouca esperança ainda sobrava entre o povo que, pela primeira vez em sua história, eram obrigados a viver como nômades e não podiam contar com sua politica e com suas tramas.

Mais alguns anos assim se passaram até que, em um dos grupos, uma criança nasce com a marca de Lolth no pescoço. Intrigadas com isso, várias mulheres que ainda aspiravam qualquer tipo de liderança do povo tentam assassinar a criança. Para defende-la nasce a primeira Casa pós guerra. A Casa Ssivah.

A criança oráculo passa a se comunicar apenas com suas sacerdotisas e aos poucos começam a aparecer drow de várias partes dos túneis em busca de orientação ou guiados pela curiosidade em ver uma nova estrutura se formando.

Sacerdotisa de Lolth defendendo a Criança Oráculo de outras mulheres

A cada dia que passa, novos indícios de que a criança tinha favoritismo de Lolth eram presenciados pelo grupo que passou a seguir a Casa Ssivah. Seguindo instruções da criança os drow escaparam de emboscadas das criaturas do abismo e encontravam suprimentos diversos. A escassez passou a ser parte do passado e, mesmo com as dificuldades dos túneis, a Casa Ssivah prosperava. Levando com ela, outros drow que seguiam o grupo sem se filiar à Casa formalmente.
Assim foi por mais alguns poucos anos. A criança, agora já maior, falava apenas com suas sacerdotisas e elas guiavam o povo pelos labirintos escuros e túneis cada vez menores. Até que uma grande clareira foi descoberta, com vários tipos de plantas e fungos desconhecidos e, pela primeira vez, a criança pronunciou algo em voz alta.

“Orbb Har’ol!”

Uma nova era se aproximava…

Sacerdotisa observando a entrada para a nova caverna

 

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